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Friday, 21 November 2014
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Escuchar Chamame


Letras

Sociedade Falida (Stuff)

você assiste a televisão
e eles lhe fecham a porta
pra você não enxergar
o que está a sua volta
não sei onde mas eu vou achar
todas respostas
nesse dia comemorar
poder jogar sem fazer aposta

eu não sei mas o que faço
se tudo parece ser em vão
eu me sinto tão distante
tentando achar uma solução

eles te chamam a atenção
eles invadem sua casa
sem nenhuma preocupação
com o real estado da desgraça
quem ve o futuro sabe conversar
sem virar as costas
pois o inimigo sempre vai estar
atrás dos olhos, á frente das respostas

sociedade falida
todos acham que sabem o que querem de suas vidas
nas greves nos jornais
protestos caóticos que representam a paz
eles não entendem
mas também não há o que entender
se tudo que eu vejo é uma corja de covardes
ganhando salário pra ser autoridade
assim vamos vivendo cada dia, cada momento

Dom Quixote (Engenheiros Do Hawaii)

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
Ás de espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem...até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem...seja o que for
seja por amor às causas perdidas

Por amor às causas perdidas
tudo bem...até pode ser

Que os dragões sejam moinhos de vento
muito prazer...ao seu dispor

Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas .............

O Ébrio (Vicente Celestino)

Recitativo - Falado : Nasci artista. Fui cantor. Ainda pequeno levaram-me para uma escola de canto. O meu nome, pouco a pouco, foi crescendo, crescendo, até chegar aos píncaros da glória. Durante a minha trajetória artística tive vários amores. Todas elas juravam-me amor eterno, mas acabavam fugindo com outros, deixando-me a saudade e a dor. Uma noite, quando eu cantava a Tosca, uma jovem da primeira fila atirou-me uma flor. Essa jovem veio a ser mais tarde a minha legítima esposa. Um dia, quando eu cantava A Força do Destino, ela fugiu com outro, deixando-me uma carta, e na carta um adeus. Não pude mais cantar. Mais tarde, lembrei-me que ela, contudo, me havia deixado um pedacinho de seu eu: a minha filha. Uma pequenina boneca de carne que eu tinha o dever de educar. Voltei novamente a cantar mas só por amor à minha filha. Eduquei-a, fez-se moça, bonita... E uma noite, quando eu cantava ainda mais uma vez A Força do Destino, Deus levou a minha filha para nunca mais voltar. Daí pra cá eu fui caindo, caindo, passando dos teatros de alta categoria para os de mais baixa. Até que acabei por levar uma vaia cantando em pleno picadeiro de um circo. Nunca mais fui nada. Nada, não! Hoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura, chamam-me ébrio. Ébrio...


Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo
cada colega de infortúnio é um grande amigo
Que embora tenham como eu seus sofrimentos
Me aconcelham e aliviam o meu tormento
Já fui feliz e recebido com nobreza até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé
E nos parentes... confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então
O falso lar que amava e que a chorar deixei
Cada parente, cada amigo, era um ladrão
Me abandonaram e roubaram o que amei
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo

Pare De Babar (Mv Bill)

Como pode um otário que sempre se dá bem / Dar as costas pra pobreza que
toda favela tem / Morando num lugar luxuoso / Carro importado poderoso /
Ainda tem cara que fica babando o ovo de playboyzinho / Mesmo sabendo que
pelas costas é chamado de neguinho / Mulatinho, escurinho, moreninho, macaco
/ Nunca foi aceito, sempre foi tolerado / puxa saco, no mundo da playboyzada
/ entra na porrada, fica quieto e não fala nada / Tem vergonha dos parentes
e dos amigos / E falar pra todo mundo que mora num condomínio de rico /
Complexado, escravo da televisão / Novela das 6, novela das 7, novela das 8,
Malhação / Se soubesse como é bom ser original / parava, baba ovo e caia na
real
Espero que você aprenda como nós / E pare de babar o ovo de playboy
Preto se achando amarelo, mulato, branco, marrom bombom / Puxando o saco dos
playboys que aparecem na televisão / Se liga preto por fora, branco por
dentro / Eu falo a verdade, você me ironiza, eu não me arrependo / Você não
se informa, não tem consciência, não sabe de nada / E fica como tapete
cachorrinho para a playboyzada / Na danceteria os playboys todos arrumados,
/ E o otário sem dinheiro desarrumado parado do lado / Preto ignorante
pensando que é moreninho / Só porque as putas falaram que ele é um preto
bonitinho / Cada vez mais idiota ele tá ficando, / Até a prancha dos
playboys ele tá carregando / Ele está sendo mais usado que a mulher objeto /
E só chamam de amigo quando ele está por perto / Eu fico muito puto com os
pretos como nós / Que ficam como papel higiênico dos boys
Espero que você aprenda como nós / E pare de babar o ovo de playboy
E você mulher preta que com playboy se engana / Ele só quer saber se você é
boa de cama / Não se iluda com moto, carro, cabelo loiro / Na verdade, ele
só quer furar seu coro / Quando encher o seu bucho, não vai voltar, nunca
mais / Vai nascer uma criança chamada filho sem pai / Mais um mulato no meio
dos inconscientes / Não pediu para vir ao mundo, veio inocente
Se fosse com uma loira ele até casaria / Mas como foi comum preta, pra ele é
ninharia / Moto, carro ou mesmo à pé / Filho da pura do playboy faz o que
ele quiser / Disfarçadamente como se eu não entendesse / Ele só vem as
favelas com único interesse / interesse que eu já conheço de có / Esnobando
seu dinheiro com piranha e pó / Para o boyzão que vive contando vantagem em
toda essa cidade / Estamos cantando, gritando, falando somente a verdade /
Ter o cabelo grande e a cabeça vazia / Pintar o cara na rua, pra mim não é
sabedoria / Se existe algum playboy que não sabe o que fazer / Só vista a
carapuça que ela serve pra você.
Espero que você aprenda como nós / E pare de babar o ovo de playboy

Megadeth (Los Parraleños)

Sabrá tu novio que escuchamos Megadeth?
Que te pones las tachas por la noche?
Sabrá tu novio que escuchamos Megadeth?
Y que vibrás cuando escuchas alguna distorsión?

Pero hay algo que vos no sabés
que escuchamos cuarteto y chamamé
y tambien escuchamos a Van Halen
Los dos nos cansamos del arroz
pero vos no sabés lo que es comer arroz

Que es mentira lo de Björk y lo de Beck
ay, matemos al maldito Dee-Jay
El me mira diciendo que yo le afané
pero nunca sabrá lo de Megadeth

Megadeth, Megadeth, Megadeth
Megadeth, Megadeth, Megadeth

Sabrá tu novio que escuchamos Megadeth?
Y que tienes un tatuaje de Ozzy?
Sabrá tu novio que escuchamos Megadeth?
Y que sos super amiga de los Simbiosis?

Pero hay algo que vos no sabés
que le escuchamos cumbia y chamamé
como toca la guitarra Steve Vai
Los dos nos cansamos del arroz
pero vos no sabés lo que es comer arroz
que es mentira lo de Byörk y lo de Beck
ay, matemos al maldito Dee-Jay
El me mira diciendo que yo le afané
pero se que no sabe de Megadeth

Megadeth, Megadeth, Megadeth,
Megadeth, Megadeth, Megadeth.

Megadeth, Megadeth, Megadeth
Megadeth te vinimos a ver
te llevamos en el corazón
te queremos ver campeón

Megadeth, Megadeth, Megadeth
Megadeth te vinimos a ver
te llevamos en el corazón
Megadeth, Megadeth, Megadeth

Robocop** (Mamonas Assassinas)

Um tanto quanto másculo
com M maiúsculo
vejam só os meus músculos
que com amor cultivei

Minha pistola é de plástico
em formato cilíndrico
sempre me chamam de cínico
mas o porquê eu não sei

O meu bumbum era flácido
mas esse assunto é tão místico
devido ao ato cirúrgico
hoje eu me transformei

O meu andar é erótico
com movimentos atômicos
sou uma amante robótica
com direito a replay

Um ser humano fantástico
com poderes titânicos
foi um moreno simpático
por quem me apaixonei
e hoje estou tão eufórico
com mil pedaços biônicos
ontem eu era católico
Ai, hoje eu sou um**!!!!!

Abra sua mente
**também é gente
baiano fala oxente
e come vatapá

Você pode ser gótico
ser punk ou skinhead
tem** que é Muhamed
tentando camuflar
(Allah meu bom Allah)

Faça bem a barba
arranque seu bigode
gaúcho também pode
não tem que disfarçar

Faça uma plástica
aí entre na ginástica
boneca cibernética
um robocop**...

Um RoboCop**, eu sei, eu sei, eu sei, é um Robocop**...

Ai como dói!

Dizer Que Não (Lucia Moniz)

Diz-lhe que não, diz-lhe que tudo acabou
Que é sempre mais feliz aquele que mais amou
Chega de juras de amor
Promessas de amor eterno
Para algum tempo depois
Voltarmos ao mesmo inferno
Por vezes é mesmo assim
Não há outra solução
Doi muito dizer que sim
Doi menos dizer que não
Diz-lhe que não, diz-lhe que tudo acabou
Que é sempre mais feliz aquele que mais amou
Diz-lhe que chega de ouvir as frases habituais
Chamam-me a maior paixão da vida, coisas banais
Maior ou não pouco importa
Ser a única isso sim
Diz-lhe que não me enganou
Enganou-se ele por mim
Diz-lhe que não, está na hora de acabar
Mas por favor não lhe digas que ainda me viste chorar

Cidadão Comum Refem (Mv Bill)

Não somos poucos e somos muito loucos
Guerreiro é guerreiro de noite e de dia
Mv Bill, Charlie Brown Jr. conexão Rio Santos
Mexeu com a família agora se vira, segura a seqüência segue a quadrilha

Toda vez a mesma história, criança correndo mãe chorando chapa quente
tiro pra todo lado silêncio na praça o corpo de um inocente
chega a maldita polícia, chega a polícia o medo é geral
armado fardado carteira assinada com o ódio na cara pronto para o mal
mais um preto que morre ninguém nos socorre a comunidade na cena a arma dispara o cambio comenta parece até cinema não é
é real, as armas não são de brinquedo
quando a policia invade a favela espalha terror e medo
é gente da gente que não nos entende usam de violência
o corpo estendido no chão ao lado uma poça de sangue conseqüência do despreparo daqueles que eram pra dar segurança
e ganham aumento com bravura quando tudo termina em matança
refém do medo, guerreiro do inferno guiado por Jesus
na escuridão, tentando buscando achar uma luz
e por falar, fazendo uma curva uma viatura
vou ter que dar uma parada porque, agora vou ter que levar uma dura como sempre acontece tapa no saco me chamam de preto abusado
documento na mão, vinte minutos depois eu to liberado
é complicado ser revistado por um mulato fardado
que acham que o preto favelado é o retrato-falado
sempre foi assim (sim), covardia até o fim (fim)
a porrada que bate na cara não dói no playboy porque só dói em mim
programado pra matar pá pá, atire depois pra perguntar
se ele trabalhava ou se traficava só sei que deitado no chão ele tá e gera revolta na cabeça da comunidade
que é marginalizada pela sociedade
que se cala escondida no seu condomínio
na favela ainda impera a lei do genocídio
90% da po**ção não anda de arma na mão
não confiam na proteção
medo de camburão
vê cacetete na mão
fica jogado no chão

REFRÃO: Quando o ódio dominar, não vai sobrar ninguém
o mal que você faz reflete em mim também, respeito é pra quem tem, pra quem tem (2X)

Autoridade vem e invade sem critério nenhum
o som da sirene o cheiro de morte derrubaram mais um
na frente do filho eles quebraram o pai
o Zé povinho fardado vem entra mata e sai
sem ser julgado corrompido alienado revoltado fracassado
vai pintando esse quadro
o quadro do filme da sua vida (da sua vida)
o quadro de vidas e vidas da maioria esquecida
decorrente do descaso e da corrupção
moleque cresceu não tinha emprego então virou ladrão
menor bolado por aqui tem de montão
morre um nasce um monte com maior disposição

E o pensamento de todos aqueles que à lei das favelas são fiéis
a revolta te consome da cabeça aos pés
e o pensamento de todos aqueles que à lei das favelas são fiéis
a revolta te consome da cabeça aos pés

A falta de perspectiva
sem a possibilidade de escolher o que é melhor pra sua vida
o que gera revolta na cabeça da comunidade
que é marginalizada pela sociedade
que se cala escondida no seu condomínio
na lei da favela ainda impera o genocídio
sua dura vida lhe ensinou a caminhar com as próprias pernas
resta agora você se livrar do mal que te corrói, e te destrói
porque o crime não é o creme bota a cara mister M
qualé mané o que que há, vacilou virou munrá
porque o crime não é o creme bota a cara mister M
qualé mané o que que há vacilou virou munrá

REFRÃO: 2x

Não é somente a favela
que é condenada a viver a luz de velas tática de guerra
tiro não me enterra
capitão do mato 5 pra atirar e não erra
depois que descobre que o cara deitado no chão era inocente
revolta na mente favela que sente, ódio toma conta de muita gente
todo mundo pra rua querendo bota fogo no pneu
querem se manifestar por que alguém morreu
só a mãe que vai chorar sabe o que perdeu
tem rua fechada carro parado camisa na cara piloto assustado
relógio roubado busão ta quebrado neguinho bolado caminhão saqueado
batalhão de choque de porrete na mão
tiro para o alto pra assustar multidão
tira o pino da granada de efeito moral
nessa hora todo mundo apanha igual marginal
e xinga o pobre de preto botando geral pra correr
saia voado se não quer morrer
se pegar te esculacha
bomba de gás bala de borracha
a manifestação que era pra ser contra violência
deixa mais feridos como conseqüência
manda a molequada pra casa
tira a barricada a pista liberada não acontece nada multidão se cala
hoje eu vo falar tudo que acontece na favela não abala ninguém
pedir ajuda a quem veja o que tem o povo ta sem somos do bem
falta ou não alguém
só resta o choro e o lamento da família dos amigos
que perderam muitos queridos
procure Deus e diga amém
de boca fechada para o seu próprio bem
teve um menor de camisa na cara
que deu uma pedrada no guarda que tava
baixando a porrada e que não aceitava
que aquilo rolava
o morro chorava
peço proteção de quem não teme nada
só mais confusão e mais gente machucada
favela ocupada o medo dominando
quem é trabalhador fica em segundo plano
o sangue marcando
o povo enterrando
imposto pagando
desacreditando
justiça clamando
por Deus implorando
por almas orando
com a vida jogando

Favela ocupada por uma semana vivendo em clima de tensão
quem tenta esquecer não consegue se lembra quando vê o sangue no chão
a comunidade ainda assustada aos poucos retorna ao seu dia-a-dia
lágrima seca mente prepara o corpo pra próxima covardia.

REFRÃO: 2x

Garoto Podre (Garotos Podres)

Os que moram
Do outro lado do muro
Nunca vão saber
O que se passa no subúrbio
Eles te consideram
Um plebeu repugnante
Eles te chamam
De garoto podre

Garoto podre
Garoto podre

Se está desempregado
Te chamam de vagabundo
Se fizer greve, te chama de subversivo
Te chamam de subversivo
Mas se arrumar emprego
Não lhe dão dignidade
Apesar do sujo macacão
E do rosto suado, e do rosto suado

Garoto podre
Garoto podre

Não há nenhum Deus
Que nos perdoe
Não temos destino
para nós não há futuro, para nós não há futuro
Vivendo acossados
Pelos batalhões
Proletários escravizados
Destinos abordados, destinos abordados

Mente Racional (Stuff)

Eu sou um cara mau
Louco natural
Prestes a fazer o que vocë julga impossível de entender
O que não vale a pena entender

Mente racional
Instinto animal
Não me interessa se você está com pressa eu não estou
O mundo sempre gira no lugar

Somos a história
Fazemos o futuro
Não me interessa se me chamam vagabundo
Não me interessa se me chamam de maluco
Eu sei que a vida é boa e bem por isso eu não escuto

Yeah
Tanta gente morre sem saber o que é viver
Yeah
Tanta gente vive só esperando pra morrer

A reta foi traçada
Mas eu nasci gigante
Não quero saber o que você julga importante se eu não sou
O cara que um dia alguém sonhou

A rua a emboscada
O vento a cilada
Todas armadilhas que o destino nos coloca eu cai
Mas eu continuo bem aqui

Loucos traços
Na minha pintura
Você vai dizer que afundei na minha loucura
Você vai dizer que não entendo os princípios
Pois você vê o fim aonde eu vejo o início

Yeah
Tanta gente morre sem saber o que é viver
Yeah
Tanta gente vive só esperando pra morrer


Video


Festival Chamamé, Buenos Aires 2003:




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